OMS pede que mais países restrinjam publicidade do cigarro

"Estamos orgulhosos de todas as conquistas refletidas no relatório", disse diretor do Departamento de Prevenção de Doenças Não-Transmissíveis da OMS

O estudo destaca que aumentou em quase 400 milhões o número de pessoas abrangidas por proibições de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco, medida para evitar o consumo dessa substância que a OMS promove no relatório deste ano
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira um relatório que fala dos "sucessos" na luta contra o tabaco e pede que mais países proíbam sua publicidade, como uma via "muito eficaz" para combatê-lo e aplanar o caminho rumo à meta de reduzir seu consumo em 30% para 2025.
A OMS apresentou nesta quarta-feira no Panamá seu relatório sobre a epidemia mundial do tabaco 2013, no qual aponta que nos "últimos cinco anos mais que duplicou" o número de pessoas cobertas por pelo menos uma medida de limitação ao consumo do tabaco, até chegar a 2,3 bilhões.
Segundo o documento, 20 países nos quais vivem 657 milhões de pessoas implantaram requisitos estritos quanto a incluir advertências nos pacotes de cigarro e mais de 500 milhões de pessoas passaram a ter acesso a serviços adequados para deixar de fumar.
"Estamos orgulhosos de todas as conquistas refletidas no relatório", disse aos jornalistas o diretor do Departamento de Prevenção de Doenças Não-Transmissíveis da OMS, Douglas Bettcher.
O estudo destaca que aumentou em quase 400 milhões o número de pessoas abrangidas por proibições de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco, medida para evitar o consumo dessa substância que a OMS promove no relatório deste ano.
"Estamos concentrados em proibir a publicidade do tabaco, a promoção e o patrocínio, que é uma das técnicas da indústria para aumentar seus consumidores e focar nas povoações mais vulneráveis", entre elas os setores mais pobres de Ásia, África e América Latina, explicou Bettcher.
A proibição total da publicidade, a promoção e o patrocínio do tabaco é uma forma "muito eficaz para reduzir ou eliminar a exposição aos fatores que induzem ao consumo" dessa substância, que provoca a morte de seis milhões de pessoas a cada ano, um milhão delas na América Latina, revelou a OMS em seu relatório.


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