Após seis meses, Anvisa confirma que ketchup continha pelos de roedores


Vigilância Sanitária atendeu pedido feito pela PROTESTE, após testes para retirada de lote contaminado do produto da marca Heinz. 



Após seis meses, Anvisa confirma que ketchup continha pelos de roedores Heinz/Divulgação
A irregularidade foi detectada pela PROTESTE no lote 2C30 do produto, no final de 2012Foto: Heinz / Divulgação



Seis meses após a PROTESTE Associação de Consumidores identificar, em teste, pelos de roedor no produto Tomato Ketchup, da marca Heinz, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou o problema. O órgão determinou, então, às Vigilâncias locais no Estado de São Paulo que retirem do mercado outro lote do produto 2K04, com vencimento em janeiro de 2014, adquirido no Carrefour Taboão, de São Bernardo do Campo, em que também se constatou a contaminação. 

Em fevereiro, a agência alegou — para não retirar do mercado o lote contaminado —, que as análises foram feitas por laboratório não oficial. O Instituto Adolfo Lutz de Santo André foi responsável, assim, por novos testes. 

A irregularidade foi detectada pela PROTESTE no lote 2C30 do produto, através de exame microscópico em amostras compradas em supermercado de São Bernardo do Campo (SP), no final de 2012. 

Havia sido pedida a retirada imediata do lote contaminado em função da gravidade dos fatos e do risco imediato à saúde do consumidor. Isso porque os pelos encontrados no teste demonstraram que o alimento era impróprio para consumo, com forte indício de que houvesse problemas graves de higiene, além da falta de cuidados mínimos para a fabricação ou acondicionamento do Ketchup Heinz. 

Diante da violação ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), à Constituição Federal e à legislação sanitária vigente, a PROTESTE está solicitando, também, a imediata inspeção na Quero Alimentos, fornecedor importador e distribuidor do produto Heinz vendido no Brasil. Os fornecedores foram notificados dos resultados encontrados no laboratório. 

Em 2005, a PROTESTE já havia avaliado 16 marcas de ketchup e identificado cinco produtos impróprios para consumo. Mas, somente após cinco anos, obteve na Justiça a liberação plena para divulgação do teste, censurado judicialmente na ocasião. 

Quando isso ocorreu, em 2010, os lotes dos produtos cujas análises indicaram presença de pelos de roedores, pedaços de penas de ave e ácaros nas embalagens já não estavam mais no mercado, pois o prazo de validade havia expirado. 








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